Arquivo mensal: dezembro 2014

Me Ensina a Escrever – Oswaldo Montenegro

Meu amor
Me ensina a escrever
A folha em branco me assusta
Eu quero inventar dicionários
Palavras que possam tecer
A rede em que você descansa
E os sonhos que você tiver

Meu amor
Me ensina a fazer
Uma canção falando quanto custa
Trancar aqui dentro as palavras
Calando e querendo dizer
Não sei se o poema é bonito
Mas sei que preciso escrever

Meu amor
Me ensina a escrever
A folha em branco me assusta
Eu quero inventar dicionários
Palavras que possam tecer
A rede em que você descansa
E os sonhos que você tiver

Cenas do Cotidiano: Caminhando no Parque

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Quem caminha no Mãe Bonifácia pela manhã conhece ou já viu uns senhores (pra não falar tiozinhos) que frequentam o parque desde a inauguração. Chova ou faça sol lá estão eles caminhando, conversando, e hoje vi, mexendo com quem passa.

Estava na trilha principal uns 10 metros atrás de 4 deles que passeavam por lá, quando em direção contrária passam duas moças. Um deles, super galanteador, grita pra elas: ” – Oh morena, cada dia mais linda!”

Elas se olham e quando estão passando por mim, só ouço o comentário: “- Aquele velho estava falando conosco????” (Vários pontos de interrogação para marcar bem a cara de espanto da moça).

Continuo caminhando e eles pararam pra cumprimentar um outro amigo que passava por ali quando escuto a pérola do dia: “- Ele é que nem garçom, canta enquanto os outros comem… kkkkkkkk”.

Passo por eles, trocamos um cordial bom dia, pois desde sempre caminhamos no mesmo horário e educação manda cumprimentar; mas eu estava era pasma com o que tinha tinha ouvido e pensava comigo mesma: De que adianta caminhar com um Garmim ou aplicativo no celular que conta o número de passos ou os quilômetros que você caminha no parque. Talvez devessem lançar um modelo para estes atletas com Desconfiômetro!