Por que viajar…

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Uma das coisas que mais gosto de fazer é viajar. Não aventureira, ou desorganizadamente. Um pouco de ordem faz parte de mim, agora até pela minha “experiência”.
Não falo de viajar para hotéis cinco estrelas, embora um quarto gigante e uma cama mega, com lençóis de mil fios seja um verdadeiro sonho.
Falo da experiência de viajar e me descobrir no destino. Visito pontos turísticos, faço roteiros (apresento aqui meu acompanhante há 31 anos, que é quem na realidade faz os roteiros), mas adoro me perder numa nova cidade. Não, não quero dizer ir pros bairros perigosos e ficar desprotegida. Digo, ainda que estando dentro de um roteiro pré determinado, encontrar uma rua que pouca gente visita. Entrar em um café mais simples onde não recebem turista frequentemente, sentar numa praça mais comum. E por fim, adoro mercados. Mercados de frutas, verduras, farinhas, temperos…
Pode parecer estranho, mas não saio atrás de especiarias nestes locais. O que me encanta são as pessoas, os sotaques, a simplicidade.
É descobrir a cultura local; como vivem as pessoas. Por que o relógio delas bate tão diferente do meu.
Passar por uma feira, por um armazém. É muito bom.
Adoro museus, livrarias. Sebos então, que perdição. Mercado de pulgas, dá pra passar o dia.
O bom de viajar é conviver e ter que aprender e respeitar, na marra, outras culturas. Muitas vezes é rir dos costumes locais, estando certa que eles estão rindo também de mim, pela mesma estranheza. É aprender a ser tolerante com as diferenças culturais e acatá-las no final.

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Tudo bem, já fui para alguns resorts e quase não sai da piscina. Conhecer os arredores e a sala de ginástica (fitness centre) parecia tortura. Mas não são estas viagens que mais me encantam. Nestas situações havia sempre muita gente, festa, comemorações e o propósito era estarmos juntos, e sair passar o dia “conhecendo os arredores” não estava nos planos. Até neste caso há que se entender a finalidade do passeio.
Viajar de avião é prático; mas quantas aventuras (atualmente repenso este conceito pelo medo do estado das nossas rodovias) tive com meus filhos quando saíamos de férias, de carro. Aprende-se geografia, história, matemática (gasolina+alimentação=tempo no posto de gasolina), divisão de espaço dentro de um carro num percurso longo; paciência. E, aguentar os “trocentos” Já estamos chegando? durante o percurso, como diz o burrinho do Shrek, um exercício mental.
Eu gosto de gente. tentei aprender línguas justamente para me comunicar fora de casa. Mas a comunicação em viagens está no sentir, no entender, no buscar não ofender o modo de vida dos habitantes locais.

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E por mais que haja o google maps, o gps, os tradutores, penso que devo (não digo devemos), que eu devo me entregar ao local. Deixar que seus sabores, seus cheiros, suas sensações tomem conta de mim. Que a beleza dos lugares, ou até mesmo a feiura, façam suas marcas. Boas marcas.
Desta forma posso crescer como pessoa. Me abrir como cidadã do mundo. Entender as diferenças ente o primeiro e terceiro mundos, e destas diferenças aplicar o que for de positivo para melhorar o lugar onde vivo.
Quer queiramos ou não,- e aqui sim, faço a inclusão da população cuiabana; nós também deixamos marcas onde vivemos. As pessoas que nos visitam, sejam a trabalho, turismo, ou qualquer outro motivo, levarão com elas a percepção e marcas em si mesmas.

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Agora pouco vi este vídeo no site do TED, quem quiser ver, muito bom. Uma experiência modificadora no mundo.

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2 comentários sobre “Por que viajar…

  1. super Gi…. especial esta sua visão…. diferentemente do que ouvi de pessoas que tiveram a oportunidade, pelos seus próprios esforços laborativos, de viajar para além mar, com o intuito de se dar ao prazer de conhecer culturas, costumes, comidas bem diferentes da nossa e retornar e dizer é… é bonito…mas o povo é isso ou aquilo, a comida é horrorosa, passei fome, etc etc……. ai me pergunto… viaja pra quê? rsrs…. confesso que viajei junto contigo e com meu querido Dalton nesta aventura pelo Chile ( passei até frio..srsrsr)… e foi uma nova percepção de como viajar…. bjs

    1. Às vezes passamos maiores perrengues em casa mesmo. Viajar é estar com espírito aberto. Querer sua própria cama e travesseiro, impossível. Quem não quer conhecer coisas novas, que fique em casa. Quem quiser, vá com a certeza que nem tudo é a maravilha apresentada nas revistas de turismo. E, se der algo errado, (desde que sem violência, doença ou morte), que tentemos tirar o melhor da situação. Mal humor no Brasil é uma coisa. Mal humor fora dele, muito diferente e ninguém está ligando pro nosso “xilique” (confirmei, é com X mesmo).
      Obrigada por acompanhar meus escritos. Bjo. Próxima parada Barcelona.

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