O inexistente “E SE?”

Olho para trás agora e me pergunto calada: “E se eu não tivesse tentado? Como seria minha vida? O que estaria diferente?”

Tal qual uma corrente de dominó quando a primeira peça é empurrada, a vida se desenrola por conta de movimentos – pessoais, de terceiros, do universo até.  Às vezes sutilmente, outras vezes parecendo terremotos.  Um dominó derrubando o posterior até que uma brecha entre eles cesse o movimento ou encontre um contrapeso.

Quando questionamos os acontecimentos da vida com um “ E SE”, alteramos o rio que seguia seu curso naturalmente.

“E SE” não tivéssemos empurrado o primeiro dominó? Talvez eles permanecessem enfileirados firmes e fortes esperando o tempo derrubá-los. Quiçá um vento mais forte tivesse soprado e os derrubado desordenadamente. Quem sabe ainda outra pessoa pudesse ter passado por lá e sorrateiramente dado um toque só para ver o que aconteceria. Quem sabe?

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Há um perigo muito grande quando tratamos do “E SE”?. Desconhecemos o que poderia ter acontecido ou o que poderia ter sido evitado. Qualquer resposta que se dê é mero jogo de azar.  Não se pode certeza de nada.

“E SE” eu não tivesse escrito este texto? Talvez alguém mais pudesse ter tido a mesma ideia, talvez não. Talvez eu continuasse pensando no tema, ou ele morreria dentro de mim sem consequência alguma.  “E SE” eu escrever sobre o tema? Talvez ele não seja lido, ou quem sabe, lido por milhões.  Talvez alguns concordem com seu teor e poucos discordem. Como também pode ser que aconteça justamente o contrário.

O “E SE” é o símbolo da incerteza. Da precariedade do ato. Do desconhecimento dos resultados. É  fantasioso também.  Agita o imaginário de todas as formas possíveis em implicações improváveis.

A pergunta “E SE” pode ser questionada antes de se tomar uma decisão e ainda assim a resposta permanecerá como um jogo de adivinhação. Uma simples análise do que se vai fazer: “E SE” eu agir assim, quem estarei atingindo? Que efeito dominó posso provocar? Estou pronta para assumir as consequências?

O “E SE” para eventos futuros é preventivo, ainda que incerto. Uma análise prévia de possíveis cenários, evitando-se alguns resultados. “E SE” ainda assim não funcionar? Sinto informar, mas já funcionou. Assim que era para ser.

Já o “E SE” com relação ao passado, esse sim jamais deveria ser levado em consideração, pois acabado. Quando fantasiado com os possíveis cenários podem causar ainda mais ansiedade, pois não se costuma idealizar com perspectivas negativas. As pessoas costumam fantasiar criando de modo positivo o que poderiam ser e não foram. E mais, fantasiam  como não serão.

Cada vez que escutemos alguém usando ou pensarmos nós mesmos na expressão “E SE” eu tivesse feito …” precisamos lembrar que não fizemos tal coisa ou tomamos tal atitude (caso o “e se” seja por desfazer atitude anterior).  O “E SE” é mero capítulo não assistido da novela de nossa própria vida. De forma que devemos buscar o que pode ser consertado, arranjado e considerado de agora para o futuro.

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“E Se” ninguém pensar assim? Bom, talvez nada aconteça, mas pode ser também que se desencadeie um conflito mundial. Quem sabe?

 

Publicado no site http://www.osegredo.com.br  em 27 de outubro de 2016.

Fotos arquivo de O segredo.

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