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Mudando como as estações.

Se permita mudar como as estações.

Um dos fenômenos mais aclamados da natureza são as estações climáticas – Primavera, Verão, Outono e Inverno. Hemisfério norte e sul em datas trocadas, mas os mesmos fenômenos. Em algumas regiões do globo há a prevalência natural de uma estação sobre as outras. Algumas vezes dentro da própria estação suas manifestações ocorrem com mais rigor. Porém, em todas as regiões, há o tempo de florir, o de brilhar, o de despetalar e o de se recolher.

Trazemos em nós as estações internas. Reflexos do que somos, de como crescemos, amadurecemos e nos permitimos para o mundo.

Alguns carregam o Inverno como natureza – introspectos e reservados. Reserva de si mesmos em relação aos outros ou reserva de suas energias para um momento posterior. Há quem seja  Verão em seu apogeu. Chegam chegando, ofuscando, aquecendo. Chegam com brilho e determinação.

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Existem os  Primavera – que florescem de um dia para o outro, que embelezam os ambientes, e buscam harmonia entre as cores e sentidos. E muitos são Outono, elaborando o sentido da preservação e do cuidado com o próprio interior.

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Há quem consiga passar pelas quatro estações em um único dia. De furacão a calmaria. Da preservação energética ao florescer. Por outro lado, há quem aparente ser uma única estação o tempo todo, como característica de sua personalidade.

Entretanto, por mais que nos vejamos especificamente uma das estações, não devemos nos manter no sombrio do inverno e nem no ápice do verão. O inverno carece da lareira para aquecer o corpo e a alma. Precisa do chocolate quente, do chá e da sopa energizar. E, ao contrário, o verão precisa da brisa para amornar a pele. Necessita do vento para emaranhar os cabelos, de sorvete, de melancia e de água fresca acalmando o corpo.

Precisamos do outono para planejar, preparar, mas não devemos ser apenas Outono – o que foi planejado há que ser executado. Ao mesmo passo de que o que floresceu – enquanto Primavera – precisa ser reciclado, revisto, até para florescer outra vez ainda mais belo.

Precisamos estar atentos à nossa natureza, porém, ainda mais, é necessário também nos permitirmos  que o fluxo da vida adentre em nossos corações e espíritos em seu próprio ritmo. Nesse caso passaremos pelas estações naturalmente, sabendo que há o tempo de nos organizarmos para florescer. E, que há também o tempo de nos recolhermos até para brilharmos mais.

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Imagens – internet

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